ANACOM divulga dados sobre INTERNET FIXA no 2T2026! MEO, NOS, Vodafone e DIGI disputam QUOTAS!
A ANACOM divulgou os mais recentes dados sobre utilização de internet em local fixo.
Nesta análise à internet fixa, com os mais recentes dados da ANACOM, pretendo perceber o estado deste segmento de mercado, nomeadamente a atual situação da operadora DIGI, que recentemente deu a entender que os seus planos a curto prazo passam pela migração total dos clientes NOWO para a fibra FTTH da DIGI.
Os grandes números:
Portugal tem hoje sensivelmente 4,9 milhões de acessos à internet em local fixo. Destes, a distribuição é feita da seguinte forma:
Destaque aqui para o crescimento do acesso via satélite, de +147% YoY, com um aumento de 12k para 29k ligações.
Quotas por operador:
A nível geral

No caso do Grupo DIGI/NOWO, vemos o seguinte comportamento:
Residencial vs. não residencial
Com 4,1M de acessos, o segmento residencial cresceu +2,6% YoY. Com 726k acessos, o não residencial caiu -0,4% YoY.
A nível residencial, destaque para os 4,3% de quota do Grupo DIGI/NOWO, com uma quebra de -0,7% para a NOWO e um crescimento de +0,9% para a DIGI.
Neste segmento residencial: a MEO caiu -0,9%, a NOS -0,5%, a Vodafone subiu +0,2% e o Grupo DIGI/NOWO +0,2%.
No segmento não residencial, a MEO lidera com larguíssima vantagem na quota, com 53,9%, seguida da Vodafone com 24%, da NOS com 20,3% e da NOWO e DIGI com 0,4% cada uma.
Velocidades acima de 1Gbps:
No que respeita às velocidades acima de 1Gbps, consideradas pela ANACOM como acessos ultrarrápidos, o crescimento foi significativo, passando de 29% para 47,4% os locais com velocidades iguais ou superiores a 1Gbps. Destes, 78% fazem-se via FTTH/B.
Tráfego:
No que toca ao tráfego, o valor continua em subida, representando agora +16% face ao período homólogo, com uma média de consumo fixada nos 350GB por serviço.
Conclusão:
Em conclusão, podemos aferir destes dados que a tendência de crescimento do consumo de internet em Portugal se mantém, tanto nas redes móveis como nas redes fixas. MEO, NOS e Vodafone passaram a ter de lutar neste segmento com um forte candidato, a DIGI, que em pouco tempo já começou a mostrar que está interessada em ter uma fatia cada vez maior deste bolo.
É natural que, numa primeira fase, os números da DIGI se misturem com o que representava a NOWO, mas os dados agora analisados permitem perceber que a DIGI está a crescer acima dos valores de queda da NOWO, o que nos dá uma noção de que o crescimento da DIGI não se faz somente à boleia da migração de clientes, mas também pela redução das quotas de mercado das restantes operadoras.