Telecom
DIGI é a única a CRESCER em 2025 nos PACOTES de SERVIÇOS!
Analisamos o relatório da ANACOM, referente ao 4T2025, sobre a evolução dos pacotes de serviços
A ANACOM lançou os dados relativos aos pacotes de serviços de telecomunicações do quarto trimestre de 2025. Como todos sabemos, este foi o primeiro ano completo da nova operadora DIGI. Será que a existência de um quarto player causou problemas às operadoras MEO, NOS e Vodafone?
Os primeiros dois dados relevantes a analisar aqui são o número de subscritores destes pacotes de serviços e a receita total dos mesmos. Aqui, assistimos a um aumento de 0,7% face ao trimestre homólogo, para 4,8 milhões. No caso das receitas, aumentaram 0,4% face a 2024, tendo fechado em 2.263 M€, mais 18 M€.
Analisando o tipo de oferta, é possível verificar a quebra dos pacotes 3P, com uma forte queda de 3,2% face ao ano anterior. Em contraciclo estão os pacotes 2P, que aumentaram 0,5%, e os 4/5P, que subiram 2,7%.
Relativamente ao aumento dos 2P, acredito que as superpropostas low cost da DIGI e as respostas das restantes operadoras neste segmento de baixo preço tenham contribuído decisivamente para o aumento do número de interessados em subscrever apenas NET+TV ou NET+TLM.
Nos pacotes 4/5P, aqueles que englobam NET+TV+TLM+TLF+(serviços adicionais), aceleraram 2,7% face a 2024, mostrando que os portugueses estão atentos ao mercado e optam cada vez mais por unir todos os serviços num único pacote.
No que toca ao restante do relatório publicado pelo regulador, destaco alguns pontos de análise que me parecem importantes:
1- 59,2% dos serviços móveis continuam a ser vendidos de forma isolada.
2- Apesar de pouco expressiva, reduziu-se a receita média por subscrição.
3- No que toca às quotas de receita destes pacotes, a MEO e a NOS estão muito próximas, apesar de, na quota de serviços, estarem afastadas por mais de 6%!
4- A MEO, no capítulo da quota de receita, foi capaz de recuperar durante o ano de 2025, tendo sido a única com resultado positivo nesta matéria, vendo a Vodafone e a NOS a cair e a DIGI a manter a sua posição.
5- Na divisão da quota de receitas entre o setor residencial e o não residencial, as lideranças estão divididas: MEO a liderar no setor não residencial (48,8%) e NOS a liderar no setor residencial (39,7%).
Considero que o ano de 2025 ainda não foi um verdadeiro ano de pleno efeito da DIGI. Isto porque, apesar dos esforços, ainda são muitas as zonas não cobertas pela fibra do novo player e, nessa linha, existem também muitas zonas não servidas pelas ofertas low cost, o que contribui para uma estabilização do mercado.
2026 será um ano de consolidação das estruturas e das ofertas, pelo que não espero alterações muito significativas. Ainda assim, não antecipo nada na linha contrária do que o ano de 2025 nos trouxe:
1 - redução de preços;
2 - aumento da quota da DIGI;
3 - redução das quotas dos três operadores principais.
E tu, o que achas que vai acontecer?
Os primeiros dois dados relevantes a analisar aqui são o número de subscritores destes pacotes de serviços e a receita total dos mesmos. Aqui, assistimos a um aumento de 0,7% face ao trimestre homólogo, para 4,8 milhões. No caso das receitas, aumentaram 0,4% face a 2024, tendo fechado em 2.263 M€, mais 18 M€.
Analisando o tipo de oferta, é possível verificar a quebra dos pacotes 3P, com uma forte queda de 3,2% face ao ano anterior. Em contraciclo estão os pacotes 2P, que aumentaram 0,5%, e os 4/5P, que subiram 2,7%.
Relativamente ao aumento dos 2P, acredito que as superpropostas low cost da DIGI e as respostas das restantes operadoras neste segmento de baixo preço tenham contribuído decisivamente para o aumento do número de interessados em subscrever apenas NET+TV ou NET+TLM.
Nos pacotes 4/5P, aqueles que englobam NET+TV+TLM+TLF+(serviços adicionais), aceleraram 2,7% face a 2024, mostrando que os portugueses estão atentos ao mercado e optam cada vez mais por unir todos os serviços num único pacote.
No que toca ao restante do relatório publicado pelo regulador, destaco alguns pontos de análise que me parecem importantes:
1- 59,2% dos serviços móveis continuam a ser vendidos de forma isolada.
2- Apesar de pouco expressiva, reduziu-se a receita média por subscrição.
3- No que toca às quotas de receita destes pacotes, a MEO e a NOS estão muito próximas, apesar de, na quota de serviços, estarem afastadas por mais de 6%!
4- A MEO, no capítulo da quota de receita, foi capaz de recuperar durante o ano de 2025, tendo sido a única com resultado positivo nesta matéria, vendo a Vodafone e a NOS a cair e a DIGI a manter a sua posição.
5- Na divisão da quota de receitas entre o setor residencial e o não residencial, as lideranças estão divididas: MEO a liderar no setor não residencial (48,8%) e NOS a liderar no setor residencial (39,7%).
Considero que o ano de 2025 ainda não foi um verdadeiro ano de pleno efeito da DIGI. Isto porque, apesar dos esforços, ainda são muitas as zonas não cobertas pela fibra do novo player e, nessa linha, existem também muitas zonas não servidas pelas ofertas low cost, o que contribui para uma estabilização do mercado.
2026 será um ano de consolidação das estruturas e das ofertas, pelo que não espero alterações muito significativas. Ainda assim, não antecipo nada na linha contrária do que o ano de 2025 nos trouxe:
1 - redução de preços;
2 - aumento da quota da DIGI;
3 - redução das quotas dos três operadores principais.
E tu, o que achas que vai acontecer?