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DIGI reforça REDE MÓVEL e melhora EXPERIÊNCIA

📅 13/07/2026 ✍️ Pedro Silva ⏱️ 3 min de leitura

A DIGI está a reforçar a rede 4G, com destaque para o aumento de capacidade e agregação da banda dos 900 MHz (melhor para cobertura indoor) com os 1800 e 2600 MHz, aumentando as velocidades disponíveis para os clientes. O 5G deverá trazer melhorias adicionais a curto prazo, assim que a ANACOM autorizar a DIGI a usar 80 MHz contíguos na faixa dos 3,6 GHz.

Nem todas as melhorias se fazem ao nível do 5G. Em pleno 2026, as bandas 2G e 4G continuam a ter uma relevância significativa como backup — ou mesmo como a única rede disponível em equipamentos mais antigos. Numa fase inicial de construção de rede própria, nem sempre o 5G é a melhor solução: exige mais antenas para garantir cobertura semelhante à das bandas anteriores, e tem pior desempenho na penetração em edifícios.

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Análise de Ricardo José Saraiva**

É precisamente sobre isto que incide a mais recente análise técnica que recebemos. Como tem vindo a ser habitual, aqui no Viciado Comenta recebemos informações do Ricardo, que regularmente realiza testes às redes das várias operadoras e partilha essas informações através do seu LinkedIn, para quem delas queira saber. Desta vez, a análise recaiu sobre a rede 4G, onde foi possível verificar que a DIGI se encontra a expandir a capacidade desta banda, como forma de melhorar a experiência de muitos consumidores que, por vontade própria ou por limitações, usam diariamente esta tecnologia.

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Um dos destaques é o aumento de capacidade na banda dos 900 MHz, bem como a sua agregação com as bandas dos 1800 e 2600 MHz, o que garante velocidades superiores às registadas até agora em 4G. Ao mesmo tempo, o reforço da banda dos 900 MHz, que passa a contar com 5 MHz, permite consolidar aquela que é a melhor banda para "entrar" em infraestruturas cuja cobertura ainda seja deficiente. Com este movimento, a DIGI pretende melhorar a experiência indoor dos seus clientes, mitigando assim muitas das queixas relativas à falta de cobertura em diversos edifícios — uma área onde a operadora ainda não conta com soluções dedicadas em muitas infraestruturas, e onde este reforço de espectro acaba por fazer parte do trabalho de casa.

Conclusão

A DIGI continua a trabalhar para garantir uma robustez de rede que dê ao cliente a garantia de que tem um serviço que funciona em qualquer circunstância. Muito foi feito ao longo destes 18 meses, e estas informações vão precisamente no sentido de que a rede continua a melhorar todos os dias. O caminho é longo, e não será a curto prazo que teremos oportunidade de ver a DIGI ao nível das incumbentes — mas, para uma operadora MNO a operar com preços low-cost, tem sido um percurso positivo aquele que a operadora romena tem feito em terras lusas.

E o próximo passo já está identificado: as melhorias no 5G deverão ser sentidas a curto prazo, estando a DIGI apenas a aguardar luz verde por parte da ANACOM para o pedido feito relativo à detenção dos 80 MHz contíguos na faixa dos 3,6 GHz. Para quem usa a DIGI no dia a dia, a mensagem é simples: a rede está a ficar mais forte, mesmo sem alarido.