MEO, NOS e Vodafone baixam preços BRUTALMENTE!
MEO, NOS e Vodafone em forte redução de preços nas marcas premium!
Estávamos em novembro de 2024, quando a DIGI entrou no mercado português. Sabia-se desde há muito que viria para Portugal com uma oferta low-cost, que ditaria uma nova era nas telecomunicações, no que aos preços dizia respeito.
Na apresentação de preços, as dúvidas ficaram desfeitas. Seriam preços “canhão”, associados a períodos de fidelização muito baixos, de apenas 3 meses. Naturalmente, as operadoras históricas colocaram em marcha um plano para estancar a sangria que aí viria.
O plano anti-DIGI:
Durante os meses que antecederam a entrada da DIGI em Portugal, uma das estratégias de MEO, NOS e Vodafone passou pela refidelização dos clientes, através de uma campanha agressiva de negociações que visavam, acima de tudo, garantir novos 24 meses de fidelização. Deste modo, a garantia de que o grosso dos seus clientes não iria ceder à tentação de migrar para a nova operadora.
Para além disso, as operadoras sabiam que iria haver quem soubesse fazer as contas e perceber rapidamente que, apesar dos períodos de fidelização, muitos estariam no “lucro” poucos meses após a saída, mesmo pagando a multa de rescisão. Por esse motivo, foram fortalecidas as propostas das marcas brancas: UZO, WOO e Amigo.
Estas marcas, não sendo novidades no mercado, passaram a oferecer serviços de TV, NET e Móvel, sendo assim alternativas diretas à DIGI, quer no preço, quer nos serviços prestados (veja-se a similitude de ofertas da grelha de canais).
Deste modo, e com reforço igual nas marcas “jovens”, WTF, Moche e YORN, a segunda parte do plano estava montada: garantir uma alternativa no ecossistema “incumbente” que travasse a saída massiva para a nova entrante.
O resultado:
Durante os primeiros 18 meses, podemos dizer que esta estratégia funcionou relativamente bem. Muitos foram aqueles que, percebendo a “falta de maturidade” das ofertas da DIGI, optaram por projetos mais estabelecidos no mercado e que entregavam maiores garantias de um serviço consistente. Uma vez que o preço estava praticamente igualado, a escolha era relativamente simples de fazer para o consumidor.
Mas houve um problema: a canibalização das quotas das operadoras históricas.
O problema:
Se, por um lado, esta estratégia estava a dar frutos, na tentativa de garantir que o crescimento da DIGI era travado, por outro, estava lentamente a queimar as quotas de mercado das marcas principais.
A determinada altura, percebeu-se que existia uma “marca branca” melhor que as outras. A operadora NOS, liderada por Miguel Almeida, optou ativamente por entregar a melhor proposta neste segmento, procurando assim garantir um crescimento face às concorrentes também aqui. Com planos móveis sem limites de velocidade, com um serviço de eSIM bastante competente, meios de pagamento como MB WAY, entre outros detalhes, tudo levava o cliente a concluir que a WOO seria a melhor opção do segmento.
Mas o problema começou quando o próprio Miguel Almeida confirmou à comunicação social que a WOO já representava 12% dos serviços da NOS. E aí parece que soaram os alarmes na NOS.
O desespero low-cost:
Das 3 marcas brancas, diria que a AMIGO foi a que garantiu, desde logo, a sua posição neste segmento. Desde o momento em que o serviço foi apresentado que não se verificaram alterações de maior. O cliente continua a ter preço low-cost, mas também um serviço low-cost.
No caso da UZO, percebeu-se, a determinada altura, a criação de uma plataforma nova, que iria entregar menor prioridade nas redes móveis aos clientes da marca branca da MEO, procurando assim iniciar o lançamento dos serviços low-cost, que fizesse o cliente mais avançado procurar a marca “mãe”.
Na WOO, essa estratégia de degradação de serviço tardou, mas chegou. Com redução de prioridade nas redes móveis e limitação do número de equipamentos em simultâneo na oferta da WOO TV para apenas 2.
Tudo isto aconteceu depois de se chegar à conclusão de que a posição agressiva destas marcas, que procurava criar uma barreira contra a avalanche DIGI, já se estava também a tornar agressiva para as próprias marcas principais.
Depois dos proxys, só restam os ditos cujos:
Dito isto, em agosto de 2026, já restam poucas opções às operadoras históricas para segurar a saída de clientes para opções mais baratas. Assim, no que toca aos preços das marcas “premium”, temos assistido a uma queda de valores muito significativa!
Recordar que, em 2024, MEO, NOS e Vodafone comercializavam, por exemplo, tarifários móveis ilimitados a valores 4x superiores (no caso da MEO, 5x), aos praticados hoje. O que estamos a viver com a entrada do 4.º operador em Portugal é uma correção fortíssima dos preços praticados neste mercado, por via da concorrência que vigorava apenas em teoria.
Nesta fase o plano é simples: criar diferenças óbvias entre as low-cost e as premium, de modo a justificar o preço mais elevado e assim tentar desacelerar o ritmo de queda da receita média por utilizador.
E tu, até onde achas que vão os preços no nosso mercado?