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UZO nega TUDO e ESTALA POLÉMICA

📅 19/03/2026 ✍️ Pedro Silva ⏱️ 3 min de leitura

UZO nega todas as acusações e estala a polémica contra a sub-marca da MEO!

Um dos temas que temos vindo a acompanhar ao longo deste projeto, dedicado à análise do setor das telecomunicações, prende-se com práticas pouco transparentes por parte de algumas marcas low-cost.

Questões como a indisponibilidade de cobertura em zonas sem rede DIGI e a alegada discriminação entre clientes UZO — com diferenças no serviço apesar de condições idênticas — já eram conhecidas. No entanto, surge agora um novo desenvolvimento: a própria UZO nega a existência de limitações nas velocidades do serviço, mesmo perante evidências em contrário. Esta situação já tinha sido analisada anteriormente, com base em dados recolhidos por Ricardo Saraiva. No entanto, um novo caso veio reforçar as suspeitas, após um utilizador ter decidido confrontar diretamente a MEO — e as respostas obtidas levantam sérias preocupações.

O que se está a passar?

O utilizador do linkedin Daniel Sobral relata que, ao adquirir um cartão pré-pago de 40 GB da UZO, recebeu via SMS um link com as condições do serviço em formato PDF. Nesse documento, era indicada uma velocidade de até 1 Gbps. No entanto, após análise ao perfil AMBR, verificou que o seu serviço estava limitado a 170 Mbps de download e upload. Perante esta discrepância entre as condições anunciadas e o serviço efetivamente prestado, o cliente contactou o apoio ao cliente, a provedoria e recorreu ao livro de reclamações. As respostas obtidas não reconheceram qualquer irregularidade. Pelo contrário, enquanto negava as acusações, a UZO procedia a alterações nos seus próprios conteúdos: foram removidas referências a tráfego sem limites de velocidade no site e o PDF inicialmente enviado foi substituído por uma nova versão, já sem menção às velocidades anteriormente indicadas.

Face a estes factos, o utilizador apresentou queixa junto da ANACOM, aguardando agora uma resposta do regulador, que deverá avaliar a situação e, caso se confirmem as irregularidades, tomar medidas adequadas.

O que esperar?



Neste momento, contratar um serviço da UZO pode traduzir-se numa experiência inconsistente. Alguns clientes poderão beneficiar de uma plataforma sem limitações aparentes, enquanto outros ficam sujeitos a restrições significativas, incluindo limitações de velocidade, ausência de voicemail ou até a não receção de SMS de notificação de chamadas perdidas. Cabe à ANACOM intervir e, se necessário, exigir à MEO a uniformização das condições de serviço. Todos os clientes devem ser tratados de forma equitativa, sem distinções injustificadas. Casos como o relatado por Daniel Sobral fragilizam ainda mais a já reduzida confiança dos consumidores nas operadoras tradicionais, que acumulam um histórico de práticas pouco claras — como aconteceu com os tarifários de banda larga móvel “ilimitados”.

Continuaremos a acompanhar este tema.